Sábado, 17 Agosto 2013 20:48

Maria, Mãe de Deus

SÃO CIRILO DE ALEXANDRIA – MARIA, MÃE DE DEUS

Dando continuidade à semana da festa de sua padroeira, a Paróquia Santa Maria dos Pobres recebeu nesta quinta-feira, 15/08, o pároco da Catedral Metropolitana de Brasília, Pe. George de Albuquerque Tajra, que presidiu a celebração eucarística meditando sobre o perdão e sobre a visão de São Cirilo de Alexandria sobre Maria Santíssima. Os fiéis compareceram em grande número, e ouviram na 1ª leitura e no salmo responsorial que Deus jamais desamparou seu povo.

“A Arca da Aliança é o sinal da presença de Deus entre nós. Não estamos sozinhos, o Senhor vai à frente abrindo todas as veredas, todos os caminhos. ( ...)  Deus tomou a iniciativa de nos salvar. Não nos deixou à mercê do pecado, nos chama à graça. Jesus veio trazer a plenitude da graça”, disse o celebrante.

O Evangelho trouxe a grandiosidade do perdão, que, nas palavras de Pe. George, não é algo humano, mas divino:

“Perdoar não é um princípio humano; humanamente não é possível perdoar. Vemos na TV pessoas ofendidas agindo por vingança, colocando fogo em outras, empurrando escada abaixo... Isso faz parte do impulso humano. A que ponto nossa natureza é capaz de chegar! (...) Não acontece só aos outros na TV. Você já testou seus limites? Não sabemos do que somos capazes. Por isso não podemos nos afastar de Deus. Deus nos ensina a viver seu gesto, que chamamos perdão”.

No Evangelho, Pedro ao perguntar a Jesus se deveríamos perdoar ao irmão até sete vezes,  recebe a resposta de Jesus de que seria até setenta vezes sete. “Deus não manda fazermos contas, mas a agirmos de forma qualitativa e não quantitativa. (...) Perdão é passar uma borracha e conviver com a pessoa que nos ofendeu. Um mistério no qual Deus nos manda mergulhar. A misericórdia de Deus é infinita, mas não nos esqueçamos de que Ele age com justiça. Ele não fecha os olhos diante de nossas injustiças e ingratidões, não perdoa se não perdoamos uns aos outros”, alertou o padre.

Em seguida, Pe. George passou a refletir sobre o tema da festa da padroeira deste ano, “A Virgem Maria nos Padres da Igreja”, sendo o padre do dia São Cirilo de Alexandria:
              “São Cirilo combateu a heresia de que Nossa Senhora não era mãe da natureza divina de Jesus Cristo. Protegeu tanto a natureza divina de Cristo, quanto a humana. Se Maria O acolheu, acolheu a Deus, à pessoa divina de Cristo. Portanto, Maria é Mãe de Deus. (...) Deus não poderia dar uma natureza a Seu Filho que não fosse divina, e Maria acolhe isso. Deus criou tudo, e concedeu Sua natureza para que Maria concebesse Seu Filho. Foi um mistério que Deus deu à ela. Quando reconhecemos Maria como Mãe de Deus, acolhemos também esse mistério”.

A festividade de Santa Maria dos Pobres acontecerá até dia 18 de agosto. Todos estão convidados a participar e celebrar à Mãe de Deus.

 

Amanda Magalhães 

 

Foto: Jesus Silva

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